Escola de Negócios

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Segundo a Comissão Europeia, em 2020, estima-se que fiquem 15 mil vagas por preencher em Portugal, no sector das TI. Há vagas, há vontade de contratar, mas onde estão as pessoas disponíveis para as ocupar?

Vivemos, atualmente, tempos de grandes transformações. A tecnologia evolui a um ritmo alucinante, estando também associada ao tema da empregabilidade e ods respectivos cargos disponíveis para serem ocupados no sector das novas tecnologias de informação (TI). Mas, onde estão as pessoas disponíveis para os ocupar? Há vagas, há vontade de contratar, mas existe uma enorme dificuldade em encontrar candidatos disponíveis no mercado, com as competências técnicas certas para as funções.

O sector das TI conhece, hoje, em Portugal, uma dinâmica muito elevada no que à contratação diz respeito, fazendo com que a maior dificuldade seja mesmo recrutar, ao contrário da generalidade do resto dos sectores. Apesar de existir uma preocupação em aumentar o número de vagas e cursos nestas áreas, a percentagem de licenciados é ainda significativamente insuficiente para dar resposta à enorme quantidade de oportunidades que existem. Perante esta situação, assiste-se a um paradigma inédito, onde a oferta é bastante superior à procura.

Segundo a Comissão Europeia, em 2020, estima-se que fiquem 15 mil vagas por preencher em Portugal, no sector das TI. Paradoxalmente a este crescimento e elevada procura por parte das empresas, acresce ainda a existência de uma grave lacuna na formação destes jovens e futuros profissionais em Portugal. Com os números de desemprego a disparar e a instabilidade sentida no mercado de trabalho, somos constantemente questionados do porquê de muitas das actuais vagas existentes na área das TI acabarem por não serem preenchidas. Esta situação deve-se, sobretudo, ao facto de existir uma falta de formação específica, acrescida pela fraca interacção entre as empresas e as universidades, ou seja, entre o que são as reais necessidades das empresas e o papel que as universidades e escolas profissionais desempenham.

Desta forma, existem dois problemas: a falta de formação e a falta de talentos. Para o primeiro, é urgente criar uma maior ligação entre as empresas e as universidades, de modo a se conseguir atrair e captar jovens para a educação nesta área e, ao mesmo tempo, dar-lhes uma formação mais inovadora e focada naquilo que são realmente as necessidades das empresas e sector das TI.
Para colmatar a falta de talentos, é essencial que as empresas se reinventem, inovem e criem novas formas de os cativar e reter, uma vez que os profissionais que detém o perfil ideal, acabam por ser constantemente alvo de aliciamento por parte das grandes multinacionais. Para atrair e reter o talento, é importante assegurar a estes jovens um projeto profissional com margem de progressão e planos de carreira.

Por outro lado, é também importante que se considere a hipótese de requalificação das competências dos indivíduos, uma vez que se existe uma enorme procura por profissionais de TI, que coabita com uma elevada taxa de desemprego jovem. Só na Europa, segundo dados do Eurostat, existem 3,6 milhões de jovens desempregados.

Desta forma, levantamos uma importante questão: porque não aproveitar este talento para a área das TI? Assim, diminuiríamos o desemprego existente nas restantes áreas, colmatando as vagas neste sector.

Para que esta reconversão possa acontecer, devem ser desenvolvidas várias iniciativas. Como por exemplo, a criação das academias de formação dentro das próprias tecnológicas, que permitam aos indivíduos ter contacto com tecnologias inovadoras e que, ao mesmo tempo, lhes permitam crescer enquanto profissionais, de modo a serem reconhecidos pelo mercado e até mesmo pelos próprios clientes.

Através deste tipo de iniciativas pretende-se atrair e desenvolver talento, não só através de formação em conteúdos específicos aos quais os jovens não têm à partida acesso nas universidades, mas também pelo contacto com projetos reais.

Desta forma, é possível construírem pontes mais eficazes entre a universidade e o mundo real do trabalho.


Fonte: HR Portugal

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